JURIS, A enciclopédia jurídica informa: ao utilizar nossos serviços, você consente com nossa Política de Privacidade e nossos Termos de Responsabilidade. Mais informações

Dilema do prisioneiro

De JURIS, A enciclopédia jurídica

juris.wiki.br

OOjs UI icon language-ltr.svg   Symbol stub class.svg

Dilema do prisioneiro, «é um modelo teórico que buscou respaldo na Teoria dos Jogos em que se trabalha com estratégias. No caso, nenhum preso sabe qual a estratégia que o outro adotará e a Polícia, ao mesmo tempo, buscará elucidar os fatos dentro da sua estratégia. Por isso, denomina-se dilema do prisioneiro»[1].

Ilustração

José Augusto Moreira de Carvalho explica de forma simplificada: O dilema do prisioneiro é um dos modelos teóricos sobre o qual se estruturou a moderna teoria dos jogos. Trata-se de um jogo simultâneo e não cooperativo. Eis a situação descrita neste dilema: dois delinquentes cometem um crime e são presos. Não tendo provas suficientes da participação de ambos, a polícia os coloca em salas separadas e faz a cada um deles, isoladamente, uma proposta. Por esta, se o primeiro concordar em confessar o crime e acusar o seu parceiro, poderá se livrar do cárcere e seu cúmplice ficará preso por quatro anos, de maneira que faz essa mesma proposta para o outro indiciado, sem que um saiba da proposta feita ao outro. Caso ambos confessem o crime, os dois ficarão presos por dois anos, pois a confissão de um não mais terá eficácia de acusar o comparsa; caso nenhum dos dois confesse, ambos ficarão presos por um ano, pois as provas que possuem os policiais só permitem provar um crime de menor potencial ofensivo (CARVALHO, 2007, p. 225).[1]

Referências

  1. 1,0 1,1 BIFFE JUNIOR, João; LEITÃO JUNIOR, Joaquim. Concursos Públicos: Terminologias e Teorias Inusitadas. 1ª ed. São Paulo: Método, 2017. ISBN 978-85-309-7369-8. p. 251.