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Interrogatórios duros

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Interrogatórios duros (do Alemão Verschärfte Vernehmung), «foi criado por Müller, em 1937, para representar as diversas técnicas de tortura utilizadas contra os comunistas, marxistas, terroristas, sabotadores, membros da resistência, indivíduos antissociais etc.»[1].

Os interrogatórios duros «ainda são utilizados sob o pretexto de razões de segurança de Estado. Trata-se de modalidade de interrogatório realizado sob tortura. Cite-se, P. ex., os interrogatórios realizados na prisão de Guantámano, onde os presos eram privados de sono, submetidos a afogamentos simulados, baixas temperaturas, sob a chancela do governo norte-americano (LIMA, 2014, p. 639). Tais interrogatórios preenchem todos os elementos constitutivos da tortura, segundo os parâmetros fixados pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (FOLEY, p. 11): a) ato intencional; b) cause severos sofrimentos físicos ou mentais; c) cometido com determinado fim ou propósito»[2].

Referências

  1. MACINTYRE, Bem. Jogo Duplo Londres – Lisboa – Berlim: a verdadeira história dos espiões do Dia D passou por Lisboa. Dom Quixote.
  2. BIFFE JUNIOR, João; LEITÃO JUNIOR, Joaquim. Concursos Públicos: Terminologias e Teorias Inusitadas. 1ª ed. São Paulo: Método, 2017. ISBN 978-85-309-7369-8. p. 74.